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domingo, 4 de abril de 2010

Remoinho de Emoções por Giraldoff

"Se a emoção é a linguagem da alma, o sentir é provavelmente a sua fala. Mesmo que tudo se processe, quase sempre, ao nível do inconsciente. A escrita será, então, a sua verbalização, uma forma de abraçar o mundo.
“Remoinho de Emoções” situa-se nesse plano.
As palavras que formam a obra parecem surgir de forma vertiginosa, num processo criativo quase intuitivo e, seguramente, autêntico e inspirado. “Se conseguisses ver, abraçar ou sentir os meus olhos, de certeza que irias perceber o autêntico significado deste pensamento” (in “Mergulha no meu olhar”).
O que o leitor encontra neste livro é, antes do mais, o alvoroço de uma alma que se define e se desnuda. “Não existe fase mais dramática e aflitiva, mas ao mesmo tempo mais libertadora do que matar uma soma gigantesca de pormenores para iniciar uma nova fase “ (in “Começar de novo”). Pese a aparência formal do registo adoptado (um quase diário), este livro é um diálogo da face (multifacetada) da Autora consigo própria, com as suas emoções, os seus turbilhões, o seu mundo no mundo. “Com muito, pouco ou algum sentido, o importante é que estou impressa em cada linha que escrevo” (in “Palavras”). E, de facto, assim é. Seja Mafalda, Inês, a sua soma ou a sua divisão, cada uma das vozes inscreve-se nas linhas que escreve.
Nesta dialéctica reside umas das fundamentais seduções do livro.
Quem já leu o livro, certamente se interroga porque não fiz ainda uma referência ao Amor (ou ao desamor), se este é transversal à obra e uma das suas essenciais inspirações. Apenas porque, como diz a Autora, as “verdades não se decifram, simplesmente são” (in “Pessoas especiais”).
A procura de Ser é um remoinho de emoções.
Estas são as letras de Marisa. "

Giraldoff

Obrigada pela partilha. Gostei muito. beijinhos
Marisa

terça-feira, 2 de março de 2010

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Comentário ao livro por Ana Capa, 21 anos

" Li o livro, senti as emocões, chorei em algumas passagens... Fantástico! Acho que partilhamos, muitos de nós, desse mesmo Remoinho de emocões!
Parabéns...
Bj "

Obrigada Ana pelo teu comentário, pela tua opinião, pelo teu interesse em descobrir este "meu", que é também "nosso" Remoinho de Emoções. É muito gratificante saber que consigo chegar às pessoas.
Beijinhos

Marisa

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Critica literária por Francisco Carmelo Vasconcelos ( Professor e Escritor )


“Continuar de olhos bem abertos para o mundo (…) durante esta viagem que acredito ser um verdadeiro … remoinho de emoções.” (pág.143)

Assim acaba este livro, que age por uma dupla estética de sedução: em relação ao leitor e ao amado. Escreve-se para recriar e para capturar o amado magicamente pela beleza interior e pela escrita: depurada e sem grandes artifícios ou ornamentos.

Seguindo as lições de Italo Calvino, uma seguida simplicidade absoluta da linguagem, à volta
de poucas palavras, das mais elementares e com uma inusitada paixão:
“Quem me conhece sabe que tenho paixão pelas palavras.

(…)
Aprendi (…) a técnica das palavras e a formas das frases, mas acredito que o mais importante é o que vem dento de nós” (pág. 71)


E:
“Não sou poeta nem escritora. Sou entre tantas “sonhadoras”, nada mais do que uma idealista ou até uma lunática que levantou seu próprio universo de fantasias, ficções e sonhos.” (pág. 71)


E mais:
“Fui feliz pelas coisas simples da vida “. (pág.136)


Tudo é atravessado por um confessionalismo amoroso e intimista:
“ Há quem diga que tenho uma forma de escrever excessivamente modelada por emoções e extraordinariamente rica em sentimentos.
São elogios, confesso. È uma espécie de aplauso gigante …"(pág. 124)
“Para mim escrever é divagar. (…) Poder escrever neste cantinho cor-de-rosa é uma oportunidade. Eu sonho. (…) A cor que sempre idealizei . (pág. 29)


Fala-se nos ciclos orgânicos na mulher e a sua explicação, mas é rara e feliz a explicitação física do amor:
“A tua cabeça debruçada entre as pernas… a tua língua entranhada no meu ponto de prazer… a explosão desse prazer na tua boca. “ (pág. 81)


Verifica-se uma profunda subjectividade, uma assumida assunção do eu e um romantismo do indizível da prosa, e um registo quase obsessivo de uma relação amorosa desde o seu cume “orgiástico” à sua separação, num tom quase sempre afável.
Tudo decorre numa feliz coloquialidade, dialogismo do discurso, visualização clara dos sentimentos e emoções narrando uma ausência, com incursões no amor filial, na morte
"como ciclo da vida", a vida num registo mais emocional que racional "Eu não sei sentir em silêncio (…) tentar ser mais racional que emocional…isso seria uma luta contra mim própria." (pág.55)


Mas é na divinização dos sentimentos, na sua eternidade, no seu absoluto, na sua metafísica que este livro romance mais colhe, é a sua arquitectura… já agora a sua escultura, assim se define:
“Como não podes mudar o mundo nem as pessoas, só te resta continuar igual a ti própria, e manteres a tua postura altruísta, desprendida e confiante perante as pessoas e o mundo. (…) Como o pai costuma dizer saíste uma boa lírica(…)
É por estas e outras razões que tenho orgulho de ti.” (pág. 100)


“Existia sempre um caminho…de chegarmos ao que o desejo nos pedia. Bastava olhar à nossa volta, bastava olharmos no fundo dos olhos um do outro e ambos sabíamos.” (pág.62)


Barcelos,31 de Outubro de 2009
Francisco Carmelo Vasconcelos


Obrigada Professor , é uma grande honra saber que me "leu" .
Beijinhos

Marisa


quarta-feira, 21 de outubro de 2009

O livro pela voz de Tatiana Costa (28 anos)

"Olá Marisa:

Gostei muito do livro por vários motivos, primeiro pela intensidade de sentimentos, segundo por algumas metáforas e comparações que fazes. Como por exemplo quando dizes: " sai um som do rádio em forma de musica..." uma coisa assim deste género, isto foi só um exemplo de muitas outras coisas que escreveste, ou o " homem mau vestido de vermelho" ou mais propriamente o período menstrual. Identifiquei me muito, pois achei a Mafalda muito parecida comigo em certas situações. O amor pelo Gonçalo, a desilusão e o ver partir um amor. O sofrimento… foi tudo muito intenso e descritivo. Não sei como é possível descrever um sentimento... mas tu conseguiste. Gostei bastante também daquela parte onde falas na hipocrisia e falsidade das pessoas que nos rodeiam, mas que com o tempo aprendemos a lidar com esse tipo de pessoas, "cobras" como tu lhe chamas! Um dos capítulos que mais gostei é aquele em que dizes " Ela… Hoje apetece-me falar sobre ela". Tive de ler duas vezes para ver se tinha percebido bem... E fizeste uma descrição fantástica. É tal e qual. Resumindo o teu livro é um conjunto de emoções, pensamentos e experiências de vida. Certas alturas questionei-me se a Mafalda eras tu, se o livro é apenas ficção ou terá um pouco de realidade. É isso... parece muito real mesmo.

Beijinho grande e continua com essa garra.

Tatiana Costa "

Muito obrigada por partilhares a tua opinião.
Beijinhos

Marisa

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Começar de novo ( Remoinho de Emoções )

" Não existe fase mais dramática e aflitiva, mas ao mesmo tempo mais libertadora do que matar uma soma gigantesca de pormenores para iniciar uma nova fase. Sou eu a despedaçar-me muitas vezes, a estilhaçar sentimentos, a espatifar o coração e a dividi-lo cada vez mais. São pensamentos apinhados na garganta. É a voz que me falha na hora de os verbalizar. Sou eu a chorar até que as próprias lágrimas se cansem de fazer o seu trajecto. A rever todos os aborrecimentos empilhados em mim. A sentir o anoitecer gelado, a escutar a cólera sentida pela ausência desta ou daquela pessoa, ou experimentar a comparência assídua e repetida das saudades desta ou daquela pessoa. Sou eu a analisar todas as banalidades e bagatelas que por vezes me entretêm o pensamento e acabam por ocupar parte dos meus dias. A auscultar a minha consciência, a agradecer a quem devo e a culpar quem o merece. A redobrar cabeçadas e tropeções naturais de quem ainda vive de cegueiras e fantasias. A punir-me pelas máculas e cicatrizes que se vão aglomerando em mim, porque ainda me esqueço de usar o escudo de protecção e de salvaguardar-me de certas situações. Sou eu a retalhar emoções, a dilacerar distúrbios e a rasgar a alma.
E sabes quando é que tudo começa a ter sentido? Quando me lembro que para começar de novo... preciso de mim inteira. "

in Remoinho de Emoções

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Amanhã " estamos " em Cerveira .


Apresentação do livro no Myró ( www.myrobar.com ) em Vila Nova de Cerveira, junto ao auditório municipal.
A apresentação terá inicio por volta das 23H e será conduzida por uma convidada especial ( Licenciada em Português / Latim e critica literária) .
Logo a seguir a emoção continua na cabine com Dj Velhinho e Double C .
Estão todos convidados. Apareçam...
A noite promete ser um verdadeiro " Remoinho de Emoções" .


domingo, 9 de agosto de 2009

Comentário ao livro por Laura Varanda...

" Amiga... sei que é uma vergonha ainda não ter passado por aqui para deixar o meu comentário sobre o “Remoinho de Emoções”.
Para compensar desse deslize vou fazer um esforço para tentar descrever com exactidão aquilo que realmente penso! Antes de mais (e mais uma vez) PARABÉNS!
PARABÉNS por lutares pelos teus sonhos, PARABÉNS por NUNCA desistires daquilo que acreditas, PARABÉNS pelas palavras que te saem de uma forma tão natural, PARABÉNS pela postura e forma determinada com que vives a vida! PARABÉNS por tornares os teus sonhos realidade! PARABENS por isso e muito mais… PARABÉNS!
Sobre a capa…. Muito a dizer sobre a capa! Sim, porque quando descobri que querias que fosse eu a “modelo” do teu livro teve para me dar um ataque. Mas como sei reagir em situações de grande stress e pânico, resolvi o problema muito bem . Consegui que apenas as minhas mãos tivessem lugar na imagem de um blogue que virou livro!
Sobre os textos… Já sabes o que acho sobre eles, apesar de nunca ter formalizado a minha opinião por escrito. Gosto da forma como escreves e descreves, da forma como sentes e falas de cada sentimento. Gosto da forma como consegues pôr-me “colada” nos textos e do realismo que transpiram. Gosto da forma natural e fluida com que escreves!
Gosto também de ser digna de uma personagem do teu livro. Gosto de ter uma história que te dê vontade de escrever! E claro, como é óbvio gosto de ler a minha história descrita por palavras tuas.
De que é que eu gosto mais….
Gostei do lançamento do “Remoinho de Emoções”, gostei de te ver a ler a dedicatória e a brilhar muito radiante que nem uma estrela famosa. Aproveito para te dizer que esse papel identifica-se perfeitamente contigo!
Gostei de te ver…
Agora vou gostar de te ver brilhar com mais intensidade nos próximos lançamentos, vou gostar de ler as novas histórias e os novos sentimentos.
Agora gostava de ter desejar um futuro com muitos sucessos sucessivos.

E prometo-te fazer por ter mais uma história que te dê vontade de escrever…

Beijinho

Laura "


Obrigada amiga...por tantas palavras, por me inspirares outras tantas palavras, por seres quem és...por tudo o que nós sabemos.
Beijo Grande

Marisa

terça-feira, 28 de julho de 2009

Comentário ao livro por Rute Pimenta ( 25 anos )

" Apetecível!!!
É o adjectivo que melhor qualifica a tua grandiosa obra de arte.
Marisa, minha querida,continua por favor pois tens o dom; estou a fazer passar o teu livro aos meus amigos e já anda tudo viciado nele...é que toda a gente se identifica com esta ou aquela personagem e comove, mexe muito lá dentro.
beijo "

Obrigada minha querida. Palavras muito gratificantes de se ouvir.
Beijo enorme.

Marisa

domingo, 5 de julho de 2009

A Mafalda pelos olhos de alguém...


"
"A Mafalda é uma personagem totalmente emocional."
Chego até ti através da Mafalda...pela alma recreativa da mesma...
não gosto do coração das pessoas...são amargos( mas sou apenas eu que assim penso).
Não deixo no entanto para que mal me julgues da Inês...falarei dela mais tarde!
Prefiro , isso sim...fazer uma viagem emocional ( tal como falas) mesmo a errar constantemente e cometer "certas" atrocidades para com o consciente! Certo é que, prefiro-te assim mesmo..."embrulhada" em tertúlias de uns ou outros momentos em que questionas...tudo.
Foi realizado neste momento...tu e o livro...um cordial abraço deste teu admirador!

Rogério "

Obrigada Rogério. Essa é a Mafalda, tão bem "decifrada" por ti.
beijinhos

Marisa

domingo, 14 de junho de 2009

Critica ao livro recebida via email

" Tudo o que possa dizer, sucumbe nesta imensidão de comentários sublimes à autora e ao livro. Sou uma leitora com uns certos anos em cima e um pouco suspeita para fazer qualquer comentário, mas, nada me impede de deixar aqui o meu parecer. Assim sendo, constatei neste amontoado de folhas que deu vida a um livro, que no ser humano existem mais semelhanças do que imaginamos. Interiormente, todos temos uma dose de sentimentos bons e menos bons, mas o que nos diferencia de alguns é a coragem de admitir que os temos. No fundo, todos temos a porção necessária para agarrar ou deixar ir as oportunidades, a diferença é que uns têm destreza para detectar, prender e usufruir dessas portas e janelas que se abrem em silêncio. Em cada um de nós existem sentimentos e emoções rotulados do mesmo modo que os restantes mortais, a diferença é que não os anunciamos ao mundo.
Um livro, é a voz calada … que todos conseguem ouvir. Uma voz que apressadamente se instala no nosso centro de emoções, onde mais tarde e sem itinerário predefinido exala sensações que muitos desconhecem. Ler é também partir á descoberta de nós próprios! Quantas vezes nos sentimos “íntimos” nesta ou naquela passagem?
Um livro é a companhia escondida por detrás de infindas letras.
Sou assídua deste recanto, assisti á transmutação blog/livro. Desta forma, os meus parabéns vão para as pessoas que deram vida e voz à “Mafalda e Inês”. Os sonhos revigoram o corpo e mente, dentro deles, existe uma substância denominada coragem, determinação e entusiasmo…
Importar toda esta inspiração no percurso da nossa vida a todos os níveis, é essencial e de dignificar, evidenciarmos inteligência apenas numa situação restrita, não faz sentido enaltecer seja quem for.
O termómetro da paixão difere de ser humano para ser humano, o que eu desejo, é que mantenham a chama dos sonhos viva, sem dilacerarem os vossos princípios ou romperem laços com a humildade. Dizem que o sucesso é diminuto, eu acredito que ele tem a duração e o tamanho do nosso querer…

Imortaliza o teu lado bom sem prazo determinado e edifica tal como muitas histórias…crónicas intemporais. "

segunda-feira, 8 de junho de 2009

quarta-feira, 27 de maio de 2009

O livro pela voz de Élio Costa ( 31 anos )

" Do mais pequeno infinito nasce um grande livro. Livro esse, que eu li e voltarei a ler, tantas quantas aquelas em que eu me reveja naquelas histórias.
Este é um livro de força, de coragem, dedicação e sonho.
Sonho sim. De alguém, que não teve medo de certa forma de mostrar parte do seu interior. De alguém que decidiu mostrar ao mundo o quanto uma simples folha de papel, ou um livro pode transformar , não só uma vida, mas também a de quem lê.
Este livro é o tornar real um oculto que muitos não têm coragem de fazer.
É um livro de emoções, de esforço emocional, de alegrias e tantas outras sensações.
Obrigada por este livro. Por escreveres. Obrigada por te deixares entrar em nós de uma maneira simples, humilde e subtil.
Obrigada pela capacidade de entrares dentro de mim com este livro.
Quero dizer-te que continues a escrever com toda essa força...o teu mundo é infinito. O teu mundo não acaba. Será eterno , durará eternamente nas palavras que escreves. "

São estas palavras a que eu chamo gratificantes e me fazem querer sempre mais.
Obrigada.

beijinho

Marisa